Mostrando postagens com marcador FHC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FHC. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de agosto de 2009

Sexo, drogas e FHC

Tá aí uma questão não tão fácil de ser respondida. Na visão católica, sexo é uma dádiva divina, portanto abençoada por Deus, mas que somente deve ser reservada para a reprodução da espécie. Já em muitas culturas orientais (como na Índia), é a união sublime de seres. Na cultura védica, Kalidasa - deus da procriação - é uma das primeiras divindidades, e Shiva é simbolizado por um Shiva Linga, frequentemente acompanhado por um Yoni (Linga é o pênis, enquanto Yoni significa vagina).
Por outro lado, com o termo droga na acepção de algo "adictivo" (viciante), até existem os que valorizam tanto o sexo que chegam a se tornar compulsivos. Mas nada que se deva combater como quem combate o crack, por exemplo.

Por isso, soa estranho a comparação feita esta semana, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (também conhecido por FHC), entre droga e sexo. Para o renomado sociólogo com formação no exterior, "imaginar um mundo sem drogas é um objetivo muito difícil de alcançar. É como imaginar um mundo sem sexo". Por acaso, alguém objetiva atingir um mundo sem relações sexuais, onde a reprodução seja exclusivamente artificial???

Pra deixar o ouvinte ainda mais confuso, o intelectual continuou: "Aqui a nossa luta é, ao invés de sem sexo, fazer sexo seguro. Mudou o paradigma, a meta é reduzir os danos e deslocar o foco da repercussão para repressão e o tratamento".

Mudou o paradigma? Então chegou a haver mesmo um "plano maligno" para eliminar definitivamente o "rala-rala"? Será que iria começar com a taxação do coito? Algo como um "pedágio" para quem resolvesse se introduzir em determinados caminhos?

Como nas acepções vistas acima não deu pra inferir exatamente o que o ex-mandatário quis dizer quando colocou sexo e droga em uma mesma bandeja, como algo que, se não exterminado, tem ao menos que ser tratado, podemos então testar ainda uma última hipótese, na significação mais popular de "droga" (coisa ruim, porcaria). Será que, do alto de sua capacidade intelectual (inatingível a nós, os comuns), estaria simplesmente tentando nos comunicar que, pra ele, sexo é uma droga?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Democracia seletiva

A deposição forçada de Manuel Zelaya em Honduras, em 28 de junho, foi vista pelo mundo todo como um golpe de Estado. Um grave atentado à democracia. Mas, como toda unanimidade é burra, eis que surge uma voz (tá bom, uma mera vozinha), que escapa de uma estranha cabeça enfiada num chapéu (talvez para disfarçar-lhe o formato exageradamente oval), pra discordar e dizer que, ao contrário, os golpistas são heróis defensores do Estado Democrático.
A defesa do golpe armado vem (se você ainda não adivinhou) do indivíduo que se autointitula "Tio Rei", mas que atende também pela alcunha de Reinaldo Azevedo. E que é pago pela Veja, do sr. Civita, pra sempre contrariar a esquerda. Mesmo que, por diversas vezes, isso signifique contrariar o próprio bom senso (ou o que lhe resta disso).

Se tiver estômago, o texto pode ser lido aqui. Mas, pra lhe poupar deste desgosto, dá pra resumir o pensamento "majestoso" do "reizinho" pela seguinte ideia: Zelaya é o golpista, uma vez que arquitetava uma consulta popular (um plebiscito) para ver se o povo hondurenho aceitava ou não permitir-lhe concorrer novamente à presidência. Segundo o articulista oval, diante desta conduta de Zelaya, Honduras se socorreu da "democracia de uniforme" para defender a Constituição.

Esquece, porém, o pontiagudo, que seu querido Brasil foi quem catapultou os desejos de reeleição dos mandatários "américo-latinos", através do então presidente Fernando Henrique Cardoso. E não lembra, muito menos, que a proeza de FHC se deu após uma escandalosa compra de votos (leia aqui e aqui) no Congresso Nacional, que garantiu a aprovação da emenda da reeleição. E que a "grande mídia" exultava, à época, com a ideia, que tinha "apoio popular".

Se "reizinho" considera que Zelaya afronta mandados constitucionais ao propor que o povo (através da democracia direta, o plebiscito) decida sobre a possibilidade de um segundo mandato, então como o articulista chiliquento definiria a manobra tucana em 1997 (através da compra de votos em um processo de democracia representativa)?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

FHC e a Era das Trevas

Apagão de energia elétrica custou ao país R$ 45 bilhões, conclui TCU
BRASÍLIA - O apagão de energia elétrica, ocorrido entre 2001 e 2002, custou R$ 45,2 bilhões. A conclusão é do Tribunal de Contas de União (TCU) que divulgou, ontem, um relatório sobre os efeitos daquela crise nas empresas, no governo e para os consumidores. Segundo o TCU, a maior parte do prejuízo foi paga pelos contribuintes. Os consumidores pagaram 60% do prejuízo do apagão de energia por meio de aumentos nas contas, o chamado repasse tarifário. Esse percentual equivale a R$ 27,12 bilhões.

O restante foi custeado pelo Tesouro Nacional, o que também onerou os contribuintes. O relatório lembra que o Tesouro fez aportes em diversas companhias através do BNDES e pela Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE) - empresa criada durante a crise para administrar o valor do ”seguro apagão” , quantia cobrada dos consumidores para fazer frente a eventuais dificuldades no setor. O tribunal verificou ainda que os R$ 45,2 bilhões permitiriam a construção de seis usinas como a hidrelétrica de Jirau, que será erguida no rio Madeira.

”A população brasileira sofreu com o racionamento de energia”, disse o ministro Walton Alencar Rodrigues, relator do processo no TCU. Ele lembrou que a atividade econômica teve uma redução no período do apagão. A taxa de crescimento da economia caiu de 4,3%, em 2000, para 1,3%, em 2001. ”Com ela adveio problemas como desemprego, redução da competitividade do produto nacional, diminuição do ritmo arrecadatório, entre outros” , afirmou o ministro.

Do Valor Econômico