segunda-feira, 10 de maio de 2010
Los cubanos
Cuba, hasta siempre!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Políbio, os judeus, os ciganos e os gays
Não satisfeito, chamou tanto o prefeito quanto “judeus, ciganos e gays” perseguidos durante a Segunda Guerra, em geral, de covardes. Tudo isso só pra ganhar mais alguns pontinhos positivos junto à governadora gaúcha/paulista.
Abaixo, o tópico de Políbio:
Prefeito de Guaíba acovardou-se diante do governo do PT
A tática de calar a boca quando setores radicais do PT tentam inviabilizar administrações locais não dá certo.
. Foi desta forma que judeus, ciganos e gays foram dizimados no nazismo, no fascismo e no comunismo.
. Yeda não se acovardou, seguindo o caminho inverso do prefeito Henrique Tavares, e por isto derrotou politicamente o Eixo do Mal no RS, garantindo, agora, o Distrito Industrial de Guaíba.
. Nesta quinta, a governadora reptou o governo do PT a confirmar carta do sub do sub do ministro da Justiça, que garantiu nada estar previsto para Guaíba. O prefeito nem disto foi capaz.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Ministros do Supremo, por favor, lembrem-se de Antígona
O Supremo Tribunal Federal decide hoje se quem tem razão é Fabio Comparato, que quer punir os torturadores do regime militar, ou se os torturadores.
A propósito, sugiro a leitura da notável coleção de ensaios reunidos por Edson Teles e Vladimir Safatle em “O que resta da ditadura”, coleção Estado de Sítio, da Boitempo Editorial.
Aos ministros do Supremo, nesse encontro com a História, recomendo especialmente o ensaio de Safatle, “Do uso da violência contra o estado ilegal”.
Aí, lê-se:
(Antígona é) “ … uma das belas reflexões a respeito dos limites do poder. Ela é o verdadeiro núcleo do que podemos encontrar nesta tragédia que não cessa de nos assombrar.”
“ … o Estado deixa de ter qualquer legitimidade quando mata pela segunda vez aqueles que foram mortos fisicamente, o que fica claro na imposição do interdito legal de todo e qualquer cidadão enterrar Polinices, de todo e qualquer cidadão reconhecê-lo como sujeito autor de seus crimes. Pois não enterrá-lo só pode significar não acolher sua memória através dos rituais fúnebres, anular os traços de sua existência, retirar o seu nome. Uma sociedade que transforma tal anulação em política de Estado, como dizia Sófocles, prepara sua própria ruína, elimina sua substância moral. Não tem mais o direito de existir enquanto Estado. E é isto que acontece a Tebas: ela sela o seu fim no momento em que não reconhece mais os corpos dos ‘inimigos do Estado’ como corpos a serem velados”.
Ou como diziam os carrascos de Auschwitz, que Safatle cita: “Ninguém acreditará que fizemos o que estamos fazendo. Não haverá traços nem memória.”
O Conversa Afiada oferece essa reflexão de Safatle a todos os brasileiros de Tebas que se comoveram com o destino de Eduardo, o motoboy assassinado por um sargento e oito soldados, dentro do 9º. Batalhão da Polícia Militar de São Paulo, na Casa Verde.
Eduardo é uma vítima de Creonte.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
MPC representa contra posse de Marco Peixoto no TCE

O poder dos Zveiter
Aqui, pode-se ver como a Justiça é justa. Afinal, um jornal desaforado como esse de Niterói merece punição exemplar, não acham?
Olhem o absurdo:
====================
Por Stanley Burburinho
Andre B, para você entender porque O Globo escondeu tal notícia é que os Zveiter têm as Organizações Globo com um de seus maiores clientes. Existiram/existem vários processos no STF contra alguma empresa do grupo que o advogado das OG é sempre um Zveiter (ver abaixo);
A JUSTIÇA (BRAZILEIRA) RASTEJANTE
Por Roméro da Costa Machado (1990)
(…)
Dizer, como Hélio Fernandes, disse, na Tribuna da Imprensa, em 10/Jul/1989, que Roberto Marinho tem sua Central Globo de Justiça particular, onde Pedro Américo Rios Nogueira, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, faz parte de um grupo que não hesita em praticar atos ilícitos para atender interesses de clientes, e de favorecer ao “Grupo Zveiter”, que protege Roberto Marinho em todas as circunstâncias, é chover no molhado.
Aliás, na mesma matéria é citado o “Grupo Zveiter”, como sendo formado por: Waldemar Zveiter, antigo advogado e amigo de Roberto Marinho, que foi feito desembargador por exigência de Roberto Marinho, e que, recentemente (à época da matéria) foi nomeado, pelo presidente Sarney (este nome ainda irá aparecer em várias ilegalidades vinculadas à Globo, e exercendo o cargo de “Presidente da República”) para o novo Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, que, como se sabe, é quem julga, em última instância, as questões de direito.
E continua a matéria, dizendo que embora promovido a ministro do novo Tribunal, Waldemar Zveiter continua a advogar e a trabalhar, na surdina, enquanto as suas petições passaram a ser assinadas por seus dois filhos: Luis e Sérgio Zveiter.
“Luis Zveiter, filho mais velho, por exigência do empresário Roberto Marinho, foi feito membro do Tribunal Regional Eleitoral, onde poderá aparar as arestas causadas pela participação da Rede Globo na luta eleitoral” (só para relembrar: Caso TVE-Paulo Ramos e denúncias no horário eleitoral contra a Afundação; escândalo Globo-Proconsult; e escândalo Globo-Collor, na edição do último debate prejudicando o candidato Luiz Inácio “Lula” da Silva). Nos casos em que a questão não é regional, vale promoção de juiz a embaixador…
Já o filho mais novo, Sérgio Zveiter, foi colocado na OAB, como tesoureiro, para depois assumir a OAB, de vez, como presidente.
http://www.pampalivre.info/a_justica_rastejante.htm
(…)
Jornal é condenado a pagar dois milhões de Reais ao ex-secretário e advogado Sérgio Zveiter – O jornal Folha de Niterói foi condenado a pagar R$ 2 milhões para Sérgio Zveiter, ex-secretário de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O nome do ex-secretário foi citado em notícia sobre as irregularidades na distribuição das quentinhas, da empresa de Jair Coelho. Denise Garcia, diretora e dona da empresa que gera o jornal, perderam em primeira e segunda instância por unanimidade. Ela informou ao site Comunique-se que seus advogados já estão tomando as devidas providências para tentar reverter a decisão. O jornal usou uma reportagem, da jornalista Angelina Nunes, do jornal O Globo, para ilustrar o caso na Folha de Niterói. Segundo Denise, eles reproduziram, como fotocópia, a matéria de Angelina, e fizeram um comentário. “A reportagem rendeu um prêmio Esso para a Angelina, mas o senhor Sérgio preferiu me processar, que só reproduzi o trabalho feito pela colega do Globo”, diz a diretora da Folha de Niterói. A empresa tem uma sala e três computadores e um valor de capital social de R$ 10 mil. Denise disse ao site Comunique-se que a indenização requerida equivale a 250 salários de secretário ou 20 anos do pagamento dos salários de todos os funcionários. O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio, Silvio Paixão, e Abel Rodrigues, presidente do Clube da Imprensa, estão apoiando o jornal, junto com outros jornalistas locais. Marcos Hoes, advogado do jornal, diz que vai pedir um embargo de declaração para esclarecer alguns pontos “obscuros” e tão logo seja decidido esse embargo, Marcos vai entrar com um recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal e simultaneamente um recurso especial junto ao Supremo Tribunal de Justiça. Hoes disse ao site Comunique-se que isso tudo é tão escandaloso que ele considera a decisão nesse ponto teratológica, “isso é um absurdo, uma coisa despropositada, inaceitável”, completa o advogado. De acordo com Marcos Hoes, essa é a maior indenização já concedida Justiça do Rio em um caso de danos morais, contra um veículo de comunicação. Sérgio Zveiter declarou, através de sua assessora, que decisão judicial não é para ser comentada e sim para ser cumprida.
Como poderia ele processar o Jornal O Globo que é um de seus maiores clientes?
Esse rapaz é um espanto. Nada a ver com o fato do irmão ser Desembargador no Tribunal de Justiça, pelo Quinto Constitucional sempre bom esclarecer, e o pai, Ministro aposentado do STJ, uma distinta família de causídicos, líderes de uma casta de advogados que dominam a OAB Fluminense, lá se vão nove anos, campeões de fiascos.
Oportuno lembrar, que o patriarca Zveiter, alem de digno Min. aposentado do STJ, Dr, é o Gran Vizir da Maçonaria no Estado do Rio.
Qual a tiragem da Folha de Niterói? É um daqueles jornais comunitários, distriduídos de graça em açougues, padarias, lojas, bares e restaurantes.
Essa mesma arrogância, prepotência, e energia negativa revelada ao interpelar a desconhecida e minúscula, Folha de Niterói, foi percebida e repudiada pelo povo de Niterói, que reelegeu em segundo turno, Jorge Roberto Silveira Prefeito de Niterói.
Dá-lhe Dr. Sérgio Zveiter, é isso aí: para os amigos tudo, para os inimigos os rigores da Lei!
Com honra não se brinca, nem no Gradim.
Aposto como a Folha de Niterói apoiu a reeleição de Jorge Roberto Silveira.
Oportuno e salutar relembrar e citar Fernando Pessoa:
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.
Luiz Zveiter
(…)
Foi obrigado pelo Conselho Nacional de Justiça a deixar o cargo de Presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, em virtude de ser condenado em 5 (cinco) Reclamações Disciplinares instauradas para apurar o acúmulo indevido do cargo de Presidente com o de Desembargador.
Também foi representado a deixar o cargo de Sereníssimo Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro (GLMERJ, mas o Conselho Nacional de Justiça decidiu que a Resolução CNJ nº 10 já explicitava que o Desembargador Zveiter não poderia assumir cargos de direção na Maçonaria.
Luiz Zveiter, aquele que garfeou o Colorado

A outra candidata, Heloísa Estefan Prestes, ganhou o comando do 1º Tabelionato de Notas, Protesto e Ofício de Registros Públicos de Barra Mansa, e era amiga íntima do atual presidente do TJRJ, o mesmo Luiz Zveiter, e “beneficiária de diversas indicações anteriores para responder por rentáveis serventias extrajudiciais e para integrar comissões instituídas pela Corregedoria” – está tudo no relatório.
O presidente do TJRJ, então, juntou aos autos as provas subjetivas de todos os requerentes e dos 20 (vinte) primeiros colocados no concurso.
A candidata Flávia Mansur Fernandes, em seu depoimento, confirmou ter sido namorada de Luiz Zveiter no período entre 2001 e 2007. Mas disse que apesar de manterem contato após o término da relação, não se comunicaram durante a realização do concurso. Riram?
“Analisemos as questões da prova subjetiva, as respostas oferecidas pelos candidatos e a avaliação que mereceram da Comissão Examinadora. Ressalto não haver necessidade de produção de prova pericial, considerando que a apreciação dos temas da prova não dependem de conhecimento técnico alheio à formação jurídica dos membros deste Conselho (CPC artigos 145 e 420).
É possível a pretensão de João e da Sociedade Empresarial Green? Justifique.
Pela resposta, o candidato RICARDO RAGE FERRO obteve nota 16 (dezesseis).
“Sendo assim, não seria possível a lavratura de Escritura de compra e venda, relativa à área de 6 hectares, uma vez que o módulo rural é determinado em 10 hectares, ou seja, a área que constaria na escritura seria menor que a área permitida pelo INCRA”.
“(…) por isso ao procurarem minha serventia para lavrar Escritura Pública de compra e venda eu não faria, pois não é possível a pretensão de João e da Sociedade Green, João não pode vender menos do que se é permitido, revertido em módulo, e nem a Sociedade Empresarial pode compra a menor do que é se permitido em Lei, se não estariam ferindo o ‘Estatuto da Terra’ e suas demais regulamentações.” [sic]
“principio” (sem acento); “teêm” , “o que já até ultrapassou de acordo com o Dec. 74.965/74 do que se pode ter de área” (além do erro de regência verbal, houve também erro de pontuação, por não estar entre vírgulas o trecho localizado entre o verbo e o objeto direto); “deve estar autorizada para ser proprietária de tal área bem mas voltando a questão”, “o que não chegaria nem há 01 módulo”; “João não pode vender menos do que se é permitido”; “nem Sociedade Empresarial pode compra a menor do que se é permitido em Lei”.
Os erros gramaticais contidos na redação da resposta da candidata HELOÍSA PRESTES estão destacados na petição do candidato MARCELO CLÁUDIO BERNARDES PEREIRA (PET107):
“inicio” (sem acento); “declinar-se por impedido ou por Suspeição”; “Analizando a matéria”; “a única prova que o Juiz não poderia ter contato” (erro de regência verbal); “que, seria relevante, no caso seriam” (erro de pontuação); “Juri do processo” (sem acento); “o Juiz deverá buscar ele também aos autos”; “a Sentença será passiva de ser invalidada”; “passiva de ser anulada”.
“Não, não poderia haver penhora do imóvel no caso em tela. Essa já foi uma discussão muito grande entre os tribunais, no entanto, hoje o entendimento referente a matéria é completamente pacífico, e faz parte da Súmula 308 do STJ, que é clara ao dizer que a dívida contraída da construtora com o banco, seja ela realizada antes ou depois da Escritura pública de promessa de compra e venda torna a hipoteca ineficaz ao adquirente. A partir desse entendimento poderá Daniel, ingressar com embargos de terceiro para desconstituir a penhora do seu imóvel, que logrará êxito.”
Entretanto, não é o que se observa na correção da prova de FLÁVIA MANSUR FERNANDES. A candidata não menciona as posições doutrinárias acerca da matéria, limitando-se a indicar os princípios em que estaria baseada a teoria da relativização da coisa julgada (legalidade, proporcionalidade e instrumentalidade). A resposta também não menciona a ponderação entre segurança jurídica e os demais princípios constitucionais que envolvem a discussão sobre o tema e não se refere aos instrumentos processuais utilizados para a revisão da coisa julgada, como o fizeram outros candidatos. Apesar disso, a candidata FLÁVIA MANSUR obteve nota máxima na avaliação (20 pontos).
“análize”; “imutabilidade da decisão transitada e julgada” (em lugar de “transitada em julgado”); “Evitou assim, o legislador que” (erro de pontuação); “o próprio legislador deu flexibilidade a coisa julgada” (erro de crase); “existe o teste de DNA, que promove ao julgador a probabilidade, a certeza ou não da paternidade” (texto incoerente); “O Superior Tribunal de Justiça, vem se inclinando a aplicação da teoria” (erro de pontuação e de regência verbal); “uma vez que o STJ, está sempre vizando” (erro de pontuação e de ortografia); “atento as mudanças e a evolução do tempo”; “relativizar nada mais e que” (sem acento); “talvez concertar um justo”; “que na época por falta da evolução, levou o julgador” (erro de pontuação); “No entanto há opositores indignados com esse posicionamento, entendem eles” (vírgula em lugar de ponto); “a desconstituição da coisa julgada sem a ação rescisória, seria o mesmo” (erro de pontuação);”
É tudo vergonhoso. Vocês poderão ler o voto, na íntegra, aqui.
E quero finalizar dizendo algumas coisas a vocês:
02) o jornal O GLOBO não publicou UMA ÚNICA LINHA sobre esse mar de lama com roteiro novelesco. O atacante Adriano, por muito menos, não sai das manchetes. Mas o fato do envolvimento do presidente de um Tribunal de Justiça com ações desta natureza parece não interessar aos jornalistas que, amarrados por conta da conveniência de seus patrões, nada dizem sobre os poderosos;
03) ontem, coisa de meia-hora depois da publicação, no TWITTER, da denúncia que hoje toma forma no BUTECO, recebi um telefonema em meu escritório – e espero que seja mais uma brincadeira de mau gosto. Disse-me a voz de homem que, evidentemente, não identifiquei: “Meta-se com compositores e cozinheiras. Deixe o Judiciário de fora disso, seu merda!”, e desligou. Duas palavrinhas sobre isso: não mentiria para vocês sobre o fato e não acho que seja mérito ter recebido o telefonema, se de fato partiu de alguém disposto a me intimidar. Mas não me intimido, e simplesmente porque não estou a fazer nada de errado. As conclusões do CNJ não são minhas. Valho-me desse espaço, apenas, para trazer à tona a verdade que a imprensa, sabe-se lá por quê, omite. Sabe-se das ligações, históricas, entre a família Marinho e a família Szveiter, o que pode explicar o silêncio das organizações GLOBO. Mas nada tira o caráter vergonhoso da omissão.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Sucupira é aqui !!!
“Porque o futuro de todos nós é o campo santo – e por que não dizer –, o cemitério. Meus amigos, é preciso pensar no depois de amanhã pra ter sossego no agora”, ensinava Odorico, ao justificar sua plataforma de campanha: a construção do cemitério municipal de Sucupira, a “pérola do Norte”, o “orgulho do estado da Bahia”.
“Porque o futuro de todos nós é a lixeira – e por que não dizer –, o lixão regional”, diria nosso visionário prefeito Fábio Branco, para justificar a brilhante ideia em recolher, em nosso quintal, o lixo produzido por Pelotas, São Lourenço, Canguçu, etc, etc, etc...
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Coluna semanal no Agora - Rio Grande (RS)
No Legislativo amigo, via de regra, as votações que interessam ao Executivo terminam sempre no 8 a 4. Desta vez, porém, algo pode mudar. No programa de Alberto Alfaro, na rádio Nativa, o ex-presidente do Legislativo, Delamar Mirapalheta (PDT), sinalizou que não gosta da ideia de ver o lixo dos vizinhos pelotenses ser enterrado no nosso quintal. E, como não é mais presidente, teria que votar. Portanto, poderia abrir uma dissidência e optar pelo "não". Ainda assim, o projeto do rei seria aprovado (7 a 5), mas o pedetista tiraria o incômodo peso das costas. Resta ver como seria a reação dos outros 7, que teriam que carregar sozinhos o fardo desse lixo.
Outra hipótese é de que, para evitar votar em algo que diz ser contra, Mirapalheta se licencie por uns dias, abrindo a vaga (e o direito/dever de votar) para o suplente. Mas aí vem outra incógnita: será que alguém que não é natural do Rio Grande (coronel Augusto Cesar, ex-comandante do 6º GAC) não sentiria ainda mais a responsabilidade de votar favoravelmente a um projeto que limpa Pelotas e região e emporcalha nosso município?
Na reunião do Condema (em que os conselheiros decidiram, por 4 a 3, aprovar recomendação favorável ao projeto), se posicionaram contrários a esse "lixo" (me refiro aos dejetos que o prefeito Branco quer trazer pra cá, e não necessariamente ao projeto) apenas a nossa Furg, o ICMBio e o Nema. Para os outros quatro votantes, pode, desde que fiscalizado (ué, mas essa atividade não deveria ser sempre fiscalizada?). Outros quatro votantes "faltaram à aula".
Até agora, não ouvi ninguém rebatendo a argumentação de que este projeto estaria vinculado ao milionário valor pago à empresa que explora o aterro, já que pagamos, segundo o MP, o segundo maior valor do país.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Opiniões
mensagem: Sobre o lixo
Como querem receber lixo de outras cidades se não conseguem manter o da própria cidade nas lixeiras? Nunca vi o Cassino tão sujo, de dar nojo. Pior é a infra estrutura dos garis que outro dia faziam a "limpeza" da Av. Rio Grande: catavam com as mãos, sem vassouras ou pás. Luvas? Sim, de borracha, aquelas de lavar louça. Estão querendo o título de lixão do RS? De cidade mais imunda da Região Sul? Que orgulho de ser riograndina!!!
-------------------------------
nome: ANTONIO CARLOS PESTANA DE OLIVEIRA
mensagem: À Rio Grande amada de todos nós.
Algum tempo atrás Rio Grande tem sido eleita para receber recursos públicos e privados para investimentos em áreas geradoras de empregos e renda trazendo novo alento aos moradores e "papa-areias". Muito desses investimentos se tornaram realidades, e dão muito orgulho a aqueles, que como eu, nasceram, foram criados e criaram filhos e netos nesse lugar abençoado.
Mas agora estou vendo a maré virar. Um tempo atrás enviaram do exterior para o porto de Rio Grande, vários containeres carregados de lixo. Lembram disso? E da dificuldade para mandar de volta ao país de origem? O mau cheiro produzido pela estação de tratamento de esgoto no Parque Marinha.(desse sempre lembramos. Pois nosso nariz não nos deixa esquecer).
Pois agora a "Noiva do Mar" poderá também importar lixo de outras cidades, e o que é pior com a concordância do legislativo municipal . Necessariamente este projeto terá de ser aprovado pela câmara de vereadores. O que farão nossos edis? E as forças vivas de Rio Grande? O Ministério Público? Os ambientalistas? A Furg ? Vamos exortar o povo desta terra , vamos divulgar os nomes dos vereadores que votarem a favor projeto. Chega de desmandos chega de enriquecimento a custa do povo.
Resta perguntar, a quem interessa transformar Rio Grande numa lixeira monumental? Quem lucrará com isso além daqueles que já exploram o município?
Antonio Carlos Pestana de Oliveira -Aposentado
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Coluna semanal no Agora - Rio Grande (RS)
O Projeto de Lei, que abre as portas da cidade para mais 275 ton/dia de lixo de municípios como Pelotas, São Lourenço do Sul e Canguçu, só não entrou em votação na semana passada porque ficou para ser discutido ontem, pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente. Embora válido, isso não é suficiente. O debate deve ser ampliado para toda a sociedade. É isso mesmo o que queremos para nossa cidade?
Na justificativa, o prefeito Branco alega querer "importar" o lixo para produzir, em uma usina termelétrica, energia a partir da queima de bio-gás no aterro feito pela empresa Rio Grande Ambiental. A menos que seja bem melhor explicada a questão, em um primeiro momento, quem mais estaria interessado no projeto seria a própria empresa. Tendo feito um projeto para receber 125 ton/dia, a empresa teria retorno do investimento muito mais rapidamente se processasse no local 400 ton/dia, como quer o prefeito. O problema é que, dessa forma, junto com o prazo de retorno do investimento, a vida útil do atual aterro se reduziria também drasticamente, e teríamos que arranjar um novo local para juntar lixo no Município.
Em recente ação movida pelo MP estadual, Rio Grande foi apontado como pagando o segundo valor mais caro do País por tonelada processada. Na ação, o promotor fala em indícios de superfaturamento. Enquanto Rio Grande pagava em 2005 R$ 62,25 por ton (atualmente, o valor deve passar de R$ 76), Curitiba pagava R$ 20/ton, e Pelotas, menos de R$ 15/ton. O contrato com a RG Ambiental, questionado pelo MP, foi assinado em 2005, pelo então prefeito Janir, também Branco.
Quer dar sua opinião sobre o tema? Escreva, informando seus dados de identificação, para redacao@jornalagora.com.br
Projeto pode permitir que Rio Grande receba lixo de cidades vizinhas


Condema discutirá projeto do prefeito para alterar o Plano de resíduos sólidos
Na próxima terça-feira (19), às 14h, no auditório do Ceperg, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema) fará uma reunião extraordinária para discutir o Projeto de Lei nº 133, de 15 de dezembro de 2009. Encaminhado à Câmara Municipal pelo prefeito Fábio Branco, o projeto é polêmico, pois visa a revogação do inciso V do artigo 11 da Lei Municipal 5.876/04, que é a lei que instituiu a Política Municipal de Resíduos Sólidos. O artigo que o Executivo quer retirar veda o recebimento de resíduos sólidos (lixo) de municípios vizinhos, tanto para fins de tratamento quanto de disposição final. A intenção do Executivo é que ocorra exatamente o contrário: que Rio Grande possa receber lixo dos municípios da região.
Conforme a mensagem encaminhada pelo Executivo Municipal ao Legislativo junto com o projeto, o objetivo é possibilitar a transformação do Aterro Sanitário rio-grandino em um "Centro Regional de Tratamento de Resíduos Sólidos e Valorização Energética do Município do Rio Grande", por meio de uma usina termelétrica com geração de energia elétrica a partir da queima do bio-gás produzido no aterro. Fábio Branco alega que a transformação do lixo em energia limpa e renovável é atualmente encarada em vários países como a solução para a maior parte dos problemas causados pelo lixo, podendo ser resolvida com sua conversão em energia.
Branco alega, entretanto, que para que esse empreendimento torne-se viável seria necessário que o aterro recebesse uma demanda diária de no mínimo 300 toneladas/dia de resíduos, o que hoje não é possível atingir só com o lixo gerado no Município. Rio Grande produz em torno de 125 toneladas por dia. Para tornar viável a implantação do empreendimento, segundo o prefeito, seria necessário que o aterro sanitário pudesse receber os resíduos produzidos na região, estimado em 400 toneladas/dia considerando a geração do Rio Grande, Capão do Leão, Pedro Osório, Morro Redondo, Pelotas, Turuçu, São Lourenço do Sul, Canguçu, Piratini, Jaguarão e Herval.
Condema
O Projeto de Lei nº 133 seria votado pela Câmara Municipal na última segunda-feira. No entanto, atendendo solicitação do secretário executivo do Condema, Kléber Grübel da Silva, o líder do Governo no Legislativo, Paulo Renato Mattos Gomes, pediu pauta por uma sessão para que primeiro fosse analisado pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente. "Pedimos que o projeto fosse enviado ao Condema para uma avaliação de mérito, uma vez que o Conselho atuou vários anos na elaboração da Lei Municipal de Resíduos Sólidos e acompanhou o processo de implantação do aterro sanitário. Não estamos, no momento, nos colocando contra ou a favor. Nossa posição será definida na reunião. A questão é que a alteração é no artigo que veda o recebimento de resíduos de outros municípios e que foi aprovado pela comunidade", relatou o secretário executivo.
Silva, que também é o atual diretor do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), diz que a principal questão é verificar se agora que Rio Grande tem um aterro sanitário licenciado, que a cidade está crescendo, a comunidade quer que ele seja em seu benefício, qualificando o processo e aumentando a vida útil do aterro, ou para receber resíduos de vários outros municípios da região.
Carmem Ziebell